
(Foto: A Verdade Online)
A principal suspeita de ter realizado um atentado
contra um oligarca ucraniano na semana passada em Mônaco foi
encontrada morta nesta terça-feira (7) na Ucrânia, afirmou a
polícia ucraniana.
"Foi encontrado o corpo de uma mulher (a cidadã
ucraniana Anastasiia Berezovska), suspeita pelas autoridades do Principado
de Mônaco de
participação em uma tentativa de assassinato contra uma família no território
do principado", informou a polícia ucraniana em comunicado.
Berezovska, uma cidadã ucraniana de 39 anos, era considerada
pelas autoridades monegascas a principal
suspeita de uma tentativa de assassinato de um oligarca ucraniano com um
"pacote-bomba". As polícias de Mônaco e da
França haviam desencadeado buscas para localizar a mulher e a prender.
Segundo a polícia ucraniana, Berezovska foi encontrada morta
com “ferimentos na cabeça causados por arma de fogo”. Dois suspeitos foram
presos pelo homicídio, segundo o órgão.
A polícia ucraniana disse que Berezovska retornou à Ucrânia há
alguns dias e entrou em contato com sua família e com dois homens:
- um
“ex-membro das forças de segurança” ucranianas;
- um
“agente em atividade” da Direção-Geral de Inteligência (GUR) do Ministério
da Defesa da Ucrânia.
As autoridades ucranianas afirmaram que prendeu ambos os
homens por estarem ligados ao assassinato encomendado de Berezovska.
A polícia disse ainda que está investigando o caso, porém
já encontrou diversas transferências para contas bancárias e em
criptomoedas feitas de Berezovska para os dois homens. Por conta disso, eles
também estão sendo investigados no âmbito do atentado em Mônaco.
Atentado em Mônaco
O
atentado em Mônaco ocorreu na noite da segunda-feira passada (29) em
um hotel, e tinha como alvo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev.
Segundo autoridades monegascas, Irmolaiev e outras duas
pessoas ficaram feridas na explosão do "pacote-bomba".
Dias depois do incidente, autoridades do principado
anunciaram que a ucraniana era a principal
suspeita pelo atentado, e que ela havia sido vista na Alemanha.
O governo monegasco informou inicialmente sobre dois
feridos em estado grave, um casal de 50 a 60 anos, e outro lesionado,
um adolescente de 13 anos, sem revelar suas identidades.
O procurador-geral de Mônaco, Stéphane
Thibault, disse à agência de notícias AFP que o artefato explosivo estava
em uma bolsa ou pacote deixado por uma pessoa no saguão do edifício atingido,
antes de sair do local. O jornal francês Le Figaro afirmou que imagens de
câmeras de vigilância mostraram um homem largando uma mochila na entrada do
prédio pouco antes da explosão.

Policiais de Mônaco patrulham as proximidades do local de
uma explosão em um prédio residencial em Mônaco, perto da fronteira com a
França, em 29 de junho de 2026. — Foto: AFP
"É a primeira vez na história, que eu saiba, que
ocorre um ato desse tipo no Principado", afirmou Mirmand.
Desde dezembro de 2023, o empresário está sujeito a sanções
devido a uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada
pelo presidente Volodymyr Zelensky.
Segundo vários veículos de imprensa, que citam os serviços
de segurança ucranianos, essas sanções se devem à decisão do bilionário de
continuar com suas atividades de comércio de álcool na península da Crimeia,
sob ocupação russa.
Denunciando "um crime atroz", o príncipe Albert II
de Mônaco citou
em um comunicado "um golpe para toda a comunidade monegasca" e
reafirmou que "a segurança" do microestado europeu "sempre foi
uma prioridade" e "continuará a sê-lo mais do que nunca, quaisquer
que sejam as ameaças".
As autoridades reforçaram as medidas de segurança no
principado, já altamente protegido, anunciou o ministro Mirmand em uma breve
aparição diante da imprensa nesta segunda.
Os três feridos foram transferidos para a cidade francesa de
Nice, a cerca de 20 km de Mônaco.
A polícia procura pelo suspeito.