Polícia
Publicada em 02/06/26 às 09:43h - 51 visualizações
Professora desiste do cargo após ser mordida e chutada por alunos em escola pública no interior de SP: 'Fiquei toda roxa'
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 (Foto: G1)
Uma professora que atuou no funcionalismo público por 31 anos desistiu do cargo após ser mordida e chutada por alunos em uma escola municipal de Olímpia (SP).
Uma pesquisa realizada neste ano pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) com 1.440 docentes mostrou que 65,6% dos entrevistados já sofreram algum tipo de agressão dentro das escolas públicas no estado de São Paulo. Entenda abaixo.
Professora pede exoneração após ser agredida por alunos em escola de Olímpia (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Heloisa Barbara Cevada Esperandio, de 67 anos, foi alvo das agressões em fevereiro de 2025 em Olímpia. Ao g1, ela contou que, após se aposentar, decidiu apostar no artesanato, mas continuava ministrando aulas gratuitas de reforço escolar para os estudantes que a procuravam.
Incentivada por alguns colegas de profissão, ela resolveu retornar à sala de aula. Aprovada no processo seletivo, Heloisa recebeu a atribuição de uma classe de 2º ano do ensino fundamental em uma escola municipal. Logo nos primeiros dias do ano letivo, ela notou que alguns alunos apresentavam comportamento agressivo.
"Na classe, tinham muitos alunos rebeldes e, na minha fé, acreditei que conseguiríamos corrigir o que faltava em relação à disciplina. Além de não fazer as atividades, eles atrapalhavam os colegas e quebravam o material dos outros alunos. A diretora conversava com as mães, mas, infelizmente, as brigas eram quase diárias", comenta.
Professora pede exoneração após ser agredida por alunos em escola de Olímpia (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Em um dos desentendimentos entre dois estudantes, a docente tentou separá-los e foi atingida por chutes e mordidas.
"Dois alunos seguraram o pescoço um do outro. Eu uni meus dois braços e separei-os. Em seguida, eles disseram que não era para eu me envolver, que a briga era entre eles, morderam meu braço, me atingiram com chutes... enfim, fiquei toda roxa", conta.
Violência física e psicológica
Abalada, Heloisa tomou a decisão de renunciar ao cargo. Hoje, mais de um ano após o ocorrido, ela relatou que ainda sente os efeitos da violência física e psicológica.
"Já passei por psicóloga, psiquiatra e, por último, psicanalista. Esse assunto me afeta muito. Não esperava ter passado por isso. Me senti um lixo", finaliza.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Olímpia esclareceu que, na ocasião, as medidas administrativas cabíveis foram adotadas; dentre elas o registro, a averiguação e o monitoramento da queixa, o acolhimento dos envolvidos, os direcionamentos pedagógicos e o monitoramento da equipe multidisciplinar. Confira a íntegra da nota abaixo.
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